Intempérie 23 de Dezembro

 
 

 

 

Como Presidente da Junta de Freguesia do Souto, não podia deixar de dar uma palavra sobre o ocorrido no passado dia 23 de Dezembro de 2009.

Cumpri o dever de defender os interesses da freguesia, não podendo dar aquilo que não devo e que não tenho. Não assumo qualquer tipo de responsabilidades pelo ocorrido, pois a Natureza com o seu espírito imprevisível e com a sua força, faz com que nós homens não tenhamos capacidade para controlar tal fúria.

Fico triste e são lamentáveis as declarações dos familiares ao afirmarem à comunicação social que nada fizemos para os ajudar, declarações essas falsas, pois desde o primeiro dia que fomos parte integrante na resolução do problema.

A família desde o primeiro momento, que teve conhecimento de todos os passos que foram realizados e nunca fizemos nada sem o consentimento da mesma, que fique bem claro!

Um facto também importante de referir é que no dia 23 de Dezembro e até ao momento, todas as autoridades com responsabilidade local (Município de Abrantes, Bombeiros Municipais, Protecção Civil e Governo Civil) estavam a dentro do acontecimento e inclusive estiveram presentes no local do incidente, nomeadamente responsáveis da Protecção Civil e os Bombeiros Municipais.

Peço desculpa, a todos aqueles que se intitulam como “donos e senhores da razão”, por ter agido no momento de forma rápida e eficaz, talvez para a próxima o “gabinete de assessoria jurídica” da junta de freguesia possa ser mais competente.

Prova de que quisemos resolver a situação, foi quando apresentámos uma proposta, no início do Mês de Março aos familiares, que prontamente foi rejeitada! Proposta essa, que tinha de ter em conta as condicionantes financeiras da junta de freguesia.

Importa referir que esta proposta consistia no seguinte:

1.Isenção dos custos a nível da remoção dos destroços - 240€;
2.Isenção do custo de abertura da sepultura - 140€;
3.Isenção do pagamento da taxa de 50% (no valor de 1250€), numa futura venda do terreno do jazigo de acordo com o regulamento das taxas e com a aprovação da assembleia de freguesia – as probabilidades de venda são grandes, tendo em conta que é o único terreno para venda;
4.Cedência de uma sepultura perpétua para o defunto e quando realizassem a venda do terreno do jazigo pagariam o valor da sepultura no valor de 500€;

Tendo em conta o desenrolar da situação, no passado dia 20 de Março chegámos a um entendimento com a família e actualmente o defunto já se encontra sepultado no cemitério da Freguesia. Estamos ainda aguardar uma tomada de posição definitiva da parte do
município em termos de eventuais apoios à reconstrução do Jazigo.

Não podia deixar de agradecer o apoio prestado pela Sr.ª Presidente da Câmara, bem como de todos os membros da Assembleia de Freguesia do Souto e pela própria população da Freguesia.

Com os melhores cumprimentos

Presidente da Junta de Freguesia

Diogo João Ferreira Valentim

 

 

 
 

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